[Porto_2012]
[Cooperação...Vila Chã_2012]

Café Filosófico - 100




[2011]



[Pestana Hotel, Porto-2011]
[São Miguel de Seide-2011]

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

"Alberto Caeiro"
[Vila Chã-2011]





[...Apanha do Sargaço...]






[Gente no Caminho...]





[...histórias do barroso...2007_2011]

[Carviçais-Torre de Moncorvo]

[Alturas do Barroso-2011]

De volta à escola...

. [Negrões-Serra do Barroso-2011]
[foto de Rui Pedro Martins Correia]

[Cerdedo-Serra do Barroso-2011]
[Vilarinho Seco-Barroso]

[Porto - 14 Fotos - "Um Olhar Alternativo" - 2011]

"A pausa..."

. [Buçaco-2007]

[Porto-2007]
Enganando a Solidão...
[Porto-2007]

"Autopsicografia"

«O poeta é um fingidor / Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve, / Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve, / Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda / Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda / Que se chama coração.»


-Fernando Pessoa-

[...Galeria de Autores, pág. 54]

Cidade

.[Porto-2008]

"Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.
Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes."

-Sophia de Mello Breyner Andresen-

[...17 Fevereiro 2011-Vila Chã]

"Last Poem / Último Poema"

«É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, para lhe dizer adeus.
Fiz sinal de gostar de o ver ainda, mais nada.»
- Alberto Caeiro -
[Ourém-2007]
[Angela Amodio]

[Eberhard Lauer]

[Eva Braga Simões, Soprano e Giampaolo Di Rosa]

[Alessandro Bianchi]

[Ansgar Wallenhorst]

[Giampaolo Di Rosa]

[Porto-2011]
-
«Às vezes é tão grande, tão rápida, tão abundante
a fluência concentrada de imagens e de frases certas
que se me desenrola no espírito desatento, que raivo,
estorço-me, choro de ter que as perder - porque as perco.
Cada uma teve o seu momento e não pode ser lembrada fora dele.
E fica-me, como a um amoroso a saudade de um rosto amável
entrevisto e não fixado, a memória do meu ser como de mortos,
o debruçar-me sobre o abismo de um passado rápido de imagens e ideias,
figuras mortas da bruma de que elas mesmas se formaram.
Fluido, ausente, inessencial, perco-me de mim
como se me afogasse em nada;
sou transacto e esta palavra, que fala e pára, diz, tem, tudo.»



"Fernando Pessoa"
[Pitões das Júnias-2008]
-
«A alma em mim é expressiva e material.
Ou estagno num não-ser de linho social, ou acordo,
e se acordo projecto-me em palavras como se essas fossem
o abrir de olhos do meu ser.
Se penso, o pensamento surge-me no próprio espírito com frases,
secas e ritmadas, e eu não distingo nunca bem se penso antes de o dizer,
se apenas depois de me ver a tê-lo dito e;
se por mim sonhado, há palavras logo em mim.
Em mim toda emoção é uma imagem e todo sonho uma pintura musicada.»


"Fernando Pessoa"
"O Passar das Horas"
.
"O valor das coisa não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
(Fernando Pessoa)
.











[Porto-2011]

[Mira-2008]
Mercado do Bolhão, Porto-2006

Espaço AXA (Campo Alegre)_Porto-2010

Rua Gonçalo Sampaio, 39
de 19 de Novembro a 17 de Dezembro
...as mãos...

. [Porto-2010]

[Vila Chã-2010]
"Outubro, dez, ..."
.
... «Os mortos! Que prodigiosamente
E com que horrível reminiscência
Vivem na nossa recordação d'eles!»
«Que tristeza a de partir!...de partir e deixar atrás de nós
Não só as pedras da cidade, e as casas e a cidade vista de longe...
Também as memórias antigas, as carícias maternas hoje na sepultura,
Tudo isso parece que ficou aqui, deixado aqui,
e nós indo sem levar isso tudo...»
"Álvaro de Campos"
Desassossego...
.
[Porto-2010]
«Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.»
"Álvaro de Campos"




"Onde está o Porto?" ... com palavras de Júlio Couto ...