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"Há dias..."

«Há dias...
que começam e acabam...
outros, ficam na memória...»

[Porto - in MMIPO com Alberto Péssimo, Maio 2017]

[Porto - in MMIPO com Alberto Péssimo, Maio 2017]

[Livraria Poetria - Porto - Fevereiro 2017]

[Livraria Vieira - Porto - Fevereiro 2017]

[Barbearia Garrett - Porto - Fevereiro 2017]

“Há dias em que cada pessoa que encontro, e, ainda mais,
as pessoas habituais do meu convívio forçado e quotidiano,
assumem aspectos de símbolos, e, ou isolados ou ligando-se,
formam uma escrita profética ou oculta, descritiva em sombras
da minha vida. O escritório torna-se-me uma página
com palavras de gente; a rua é um livro; as palavras trocadas
com os usuais, os desabituais que encontro, são dizeres para
que me falta o dicionário mas não de todo o entendimento.
Falam, exprimem, porém não é de si que falam, nem a si que
exprimem; são palavras, disse, e não mostram, deixam transparecer.
Mas, na minha visão crepuscular, só vagamente
distingo o que essas vidraças súbitas, reveladas na superfície
das coisas, admitem do interior que velam e revelam. Entendo
sem conhecimento, como um cego a quem falem de cores.”
Bernardo Soares

[Galeria Geraldes da Silva - Porto - Janeiro 2017]

"...escrevo no tempo o teu retrato..."
António Reis

[Joshua Oppenheimer / Gareth Evans]

[Porto - Rivoli, Grande Auditório Manoel de Oliveira]
«Contra o esquecimento, a memória...»

[Praça Carlos Alberto, Porto Belo-2011]

[Foz-2011]

[Porto-2011]

[Penafiel-2007]

[Porto-2012]

Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez te reconheças.

Miguel Torga

[Centro de Memória_Vila do Conde-2009]


[Porto-2008-Serralves]

"Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.
Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes."

-Sophia de Mello Breyner Andresen-


[Porto-2011-Casa da Música]

[Porto-2011-Fundação José Rodrigues]

[Fernando Carralho_Porto-2009]
_Bairro da Tapada_Fontaínhas_

[Albina_Mercado do Bolhão_Porto-2009]

[Fernando Gomes_Porto-2009]

Enganando a Solidão...

[Porto-2007]

"Autopsicografia"

«O poeta é um fingidor / Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve, / Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve, / Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda / Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda / Que se chama coração.»


-Fernando Pessoa-

[Buçaco-2007]

[Porto-2007]